Polícia deve indiciar três pessoas por desabamento que matou seis em SP
Investigação apura responsabilidades pela queda de prédio em construção sobre uma casa na Penha; um investigado está preso e outros dois são procurados.

A Polícia Civil de São Paulo informou que três pessoas ligadas à construtora responsável por um prédio que desabou na Penha, zona leste da capital, devem ser indiciadas por homicídio com dolo eventual. O desabamento ocorreu no sábado (12) e deixou seis pessoas mortas.
Os investigados são Isis de Freitas Rodrigues Brandão, apontada como responsável legal pela construtora New Home; o engenheiro Cristiano Salgado Vivacqua, responsável técnico pela obra; e Ronaldo dos Santos Vivacqua, pai de Cristiano e apontado pela investigação como suposto sócio oculto da empresa. Ronaldo está preso, enquanto Cristiano e Isis são considerados foragidos.
A investigação também apura a atuação de uma servidora da Prefeitura de São Paulo, que foi afastada por até 120 dias. Ela havia assinado, em 2024, um documento relacionado à demolição de uma estrutura existente no terreno, condição vinculada à autorização para a nova construção. A servidora nega ter atestado a demolição do prédio que posteriormente desabou e afirma que sua vistoria se referia a uma edificação anterior.
Segundo a Polícia Civil, mais de dez testemunhas já foram ouvidas. A corporação também pretende confrontar os depoimentos e documentos relacionados à obra para esclarecer as circunstâncias que levaram ao colapso da estrutura.
O prédio em construção já havia sido alvo de embargos, multas e outras medidas administrativas e judiciais. A Prefeitura determinou o embargo de obras relacionadas às empresas envolvidas enquanto as investigações prosseguem.
A apuração ainda está em andamento. O eventual indiciamento representa uma conclusão da investigação policial sobre possíveis responsabilidades e não equivale a uma condenação. Cabe ao Ministério Público avaliar os elementos reunidos e, posteriormente, à Justiça decidir sobre eventual responsabilização criminal.
Serviço ao leitor: A Prefeitura e os órgãos de investigação seguem apurando as condições da obra e os procedimentos de fiscalização. Novas informações sobre o caso devem ser acompanhadas pelos canais oficiais das autoridades responsáveis.
Redação JORNAL ALERTA OESTE
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